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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Rui nega disputa prévia por 2018 e diz que dívida do Carnaval é "do ministro da Defesa"

O governador Rui Costa negou, nesta terça-feira (27), que as acomodações realizadas no início do seu governo, tenham ocorrido com vistas às eleições de 2018, com a possível concorrência com o prefeito de Salvador, ACM Neto. “De forma nenhuma. Primeiro que eu não tive, até agora, nenhuma discordância com a prefeitura ou com o prefeito, nesses 27 dias. Nenhuma discordância concreta, nem política. Todas as ações até agora estão transcorrendo naturalmente. No caso do Carnaval também não tem nenhuma disputa”, afirmou. 

Rui também se manifestou sobre a dívida de R$ 10 milhões do Estado com o Município, referente ao Carnaval. “Isso aí não é comigo, eu assumi dia 1º. Se [o Estado] deve não fui eu quem prometi nada. A conta não é minha. Não tem ruído nenhum, ele deve estar reclamando do ministro da Defesa provavelmente, não é de mim”, disse, entre risos. Ainda sobre as negociações com os partidos de sua base para definir a participação no governo, o chefe do Executivo estadual afirmou que se interessa no apoio do PR, mas que aguardo que a sigla alcance um entendimento internamente. “Eu sou grato ao PR, eles foram muito importantes para a composição do meu governo. Agora, eu estou no dia 27 de janeiro, como é que eu faço? Eu fiz ‘n’ reuniões, eu não consigo nem dizer quantas, entre as partes do PR, pedindo para eles se entendessem. 

Cheguei a promover uma reunião entre eles, e a acionar o secretário geral do partido, pedindo que promovesse uma reunião entre eles, porque eu queria chegar ao dia 31 de dezembro a um entendimento”, alegou ele, que ressaltou que não poderia “remontar o governo por conta de uma ‘não decisão’ no tempo de um partido político”. Perguntado sobre a possibilidade do PL – legenda ainda em reorganização – ser vir a ser mais um partido para a base aliada, Rui se mostrou com expectativa positiva, apesar de ressaltar ser a favor da reforma política.  “Acho que nós precisamos botar um ponto final nesse formato atualmente existente no Brasil. Fico imaginando como a presidente Dilma está fazendo para governar com 27, 28 partidos na base. Isso não é bom para o país. 

Acho que nós precisamos ter partidos que sejam reconhecidos pela sociedade pelos seus programas, pelos seus ideais, e portanto acho que não faz bem para a política”, argumentou. Ele também apontou que a reforma política deve, quando for realizada, “abrir uma janela” para a mudança de sigla por parte dos parlamentares, caso eles venham a discordar de sua atual agremiação e desejem se recandidatar por outro partido, “porque também você não pode pressupor que a pessoa vira escravo e pertencente aquele partido a vida inteira”.

Fonte:  http://www.bahianoticias.com.br/noticia/166585-rui-nega-disputa-previa-por-2018-e-diz-que-divida-do-carnaval-e-quot-do-ministro-da-defesa-quot.html