quinta-feira, 17 de novembro de 2011

MEC corta 50 mil vagas de cursos superiores mal avaliados


O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (17) o corte de 50 mil vagas no ensino superior de cursos que tiveram resultados insatisfatórios no sistema nacional de avaliação.

O corte de vagas será nas áreas da saúde, de administração e ciências contábeis. O Ministério da Educação adiantou que medicina terá 446 vagas fechadas e que o curso mais atingido deve ser enfermagem --o detalhamento das instituições que terão vagas fechadas será divulgado na próxima semana.

"Junto com a expansão (da oferta de vagas) é preciso medidas saneadoras para corrigir cursos em instituições que estejam saindo da rota da qualidade", disse Haddad.

Esse contingenciamento será feito a partir de janeiro de 2012 e envolve cursos que apresentaram conceitos 1 e 2 no CPC (Conceito Preliminar de Curso). O indicador leva em conta o desempenho no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e outros fatores, como a titulação dos professores. A relação de todos os cursos avaliados foi divulgada hoje no "Diário Oficial da União".

Nenhum desses cursos será fechado inicialmente. No entanto, uma entidade que oferecia 200 vagas, por exemplo, passará a oferecer 100 a partir do próximo ano.

Haddad afirmou que a melhora no ensino através da redução na oferta foi constatada na área de medicina, que vem passando por um processo de supervisão nos últimos anos.

"Em 95% dos casos de medicina, o ajuste quantitativo e o plano de saneamento foram na medida certa para que a qualidade melhorasse".

Os cursos que terão vagas reduzidas serão avaliados pelo período de um ano. Caso não apresentem melhora, podem então passar por um processo de fechamento.

Na Amazônia, povos indígenas são os que mais sofrem com falta de recursos

Relatório divulgado no Fórum Amazônia Sustentável mostra que Amazônia está longe de cumprir metas de desenvolvimento estabelecidas pela ONU

REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA BRASIL



As populações indígenas têm os piores indicadores sociais da Amazônia. É o que diz o relatório A Amazônia e os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, feito pela Articulação Regional Amazônica (ARA), divulgado em um evento organizado pelo Fórum Amazônia Sustentável. O estudo avaliou indicadores dos nove países que compartilham a floresta: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana e a Guiana Francesa. Dos 34 milhões de habitantes na Amazônia, 1,6 milhão são indígenas, de 375 povos. De acordo com o levantamento, os piores resultados sobre saúde, mortalidade infantil, educação e preservação ambiental estão com os indígenas.

Saúde

A ausência de serviços básicos e as distâncias geográficas na região excluem as populações indígenas do atendimento de saúde. Essas populações sofrem com alta incidência de malária, tuberculose e doenças sexualmente transmissíveis. Os casos de tuberculose entre os indígenas do Brasil, por exemplo, é de 101 para cada 100 mil pessoas. A média nacional é 37,9 para cada 100 mil. Na Venezuela, há tribos que registram 450 casos de tuberculose para cada 100 mil pessoas.

Mortalidade Infantil

A mortalidade infantil também é um indicador crítico entre os indígenas. O levantamento aponta que, no Brasil, a mortalidade de crianças indígenas em 2007 foi 50 para cada mil nascidos vivos, duas vezes maior que a média nacional. Na Venezuela, essa taxa chega é dez vezes maior que a média nacional. Entre as principais causas de morte de crianças indígenas estão a desnutrição, a pneumonia e a desidratação, segundo a pesquisa.
O estudo também destaca o baixo número de escolas indígenas, apesar da existência de leis nacionais que garantem educação escolar indígena diferenciada e adequada à realidade das comunidades.

Preservação da Amazônia

Apesar de estarem entre as áreas mais preservadas da Amazônia em todos os países analisados, as terras indígenas estão sob pressão por causa da exploração dos recursos naturais, principalmente do desmatamento e da mineração. No Brasil, segundo dados do Instituto Socioambiental (ISA) citados no estudo, pelo menos 99 terras indígenas estão sob ameaça permanente.

As metas do milênio

Em 2000, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para melhorar indicadores de pobreza, educação, saúde, desigualdade de gênero, mortalidade infantil e materna e de meio ambiente, com metas a serem cumpridas até 2015. Desde a década de 1990, a Amazônia registrou melhoria na maioria dos indicadores, mas os avanços não foram significativos e ainda deixam os índices regionais abaixo das médias nacionais. Dos oito objetivos estabelecidos até 2015, apenas um já foi alcançado na parte amazônica de todos países analisados no estudo: a eliminação da desigualdade de escolaridade entre homens e mulheres.

O Brasil é citado como o único país da região que já cumpriu a meta de reduzir pela metade a proporção da população que sofre de fome. O país tem, por exemplo, taxa de desnutrição infantil de 4%, bem abaixo da média dos países latino-americanos (10%). O Peru e a Bolívia ainda registram taxas altas, com mais de 20% de crianças desnutridas. Por outro lado, em relação ao desmatamento, o Brasil é apontado como responsável por 72% do desmate anual da Amazônia, seguido pela Venezuela (12,5%) e pelo Peru (4,7%). Os autores reconhecem, no entanto, que a participação brasileira pode estar superestimada pela falta de dados de outros países.

Os índices de desemprego na região são baixos, mas a informalidade é alta. De acordo com o levantamento, mais da metade da população amazônica economicamente ativa trabalham no mercado informal, sem benefícios e direitos sociais. “Também persistem problemas sérios como o trabalho infantil e o trabalho forçado”, aponta o relatório. Só no Brasil, mais de 15 mil pessoas foram resgatadas de trabalho análogo à escravidão entre 2003 e 2009 em regiões rurais da Amazônia, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) citados no documento.

KC

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/na-amazonia-povos-indigenas-sao-os-que-mais-sofrem-com-falta-de-recursos.html

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greenpeace.org

Lula se antecipa a efeitos da quimioterapia e raspa barba e cabelo


O Instituto Lula informou na tarde desta quarta (16) que a ex-primeira-dama Marisa Letícia raspou barba e cabelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que faz tratamento contra um câncer na laringe.
Ex-presidente Lula sem cabelo e barba, em imagem divulgada pelo Instituto Cidadania

Com a decisão de raspar barba e cabelo, Lula se antecipou aos efeitos da quimioterapia, que provoca a queda de pelos. O ex-presidente cultivava a barba, que se tornou uma marca na aparência dele, desde quando era sindicalista, nos anos 1970.

Fonte: G1

http://aragaonoticias.com.br/

As pedras da Antártida



As únicas pedras da Antártida são fragmentos de meteoritos.

Fonte: Curiosidades da internet