domingo, 4 de janeiro de 2026

VÍDEO: Veja o momento da chegada de Nicolás Maduro a Nova York após ser capturado

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desembarcou no Aeroporto Internacional de Stewart, em Nova York, no início da noite do último sábado (3), após ter sido capturado por autoridades dos Estados Unidos. A detenção teria ocorrido horas antes, ainda durante a madrugada, em Caracas.

 

Vídeos divulgados mostram o momento em que a aeronave pousa no aeroporto norte-americano. Logo em seguida, agentes de segurança dos Estados Unidos, incluindo integrantes do FBI e de outras forças federais, se aproximam do avião para dar continuidade aos procedimentos após a chegada.

 

Ainda no sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu entrevista coletiva na qual afirmou que o governo norte-americano avalia quais serão os próximos passos em relação à Venezuela. Segundo ele, os EUA pretendem conduzir o país sul-americano por meio de um grupo que estaria em fase de formação, com o objetivo de viabilizar uma transição de poder. Trump, no entanto, não detalhou prazos nem como esse processo seria implementado.

 

Brasil quer participar de reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Venezuela

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer se manifestar na reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro.
 

O encontro, solicitado pelas delegações da Venezuela e da Colômbia na ONU, deve ocorrer na segunda (5).
 

A reunião do principal órgão da ONU foi apoiado por China e Rússia, segundo disseram à Folha pessoas com conhecimento do tema.
 

A Colômbia, liderada pelo presidente Gustavo Petro, crítico da ação militar americana, é membro não permanente do colegiado.
 

O Brasil no momento não ocupa um assento no conselho, mas as regras da ONU permitem que estados não membros discursem em reuniões se assim solicitarem. A solicitação é feita à presidência do órgão, atualmente com a Somália, mas depende de uma decisão prévia sobre se o encontro será aberto ou fechado a não membros ou fechado.
 

Nesse caso, a representação do Brasil nas Nações Unidas poderá apresentar seus argumentos depois de todos os 15 integrantes. O governo Lula não poderá votar em caso de deliberação.
 

Na maior intervenção contra a América Latina em décadas, os Estados Unidos atacaram a Venezuela neste sábado (3), bombardeando a capital, Caracas, e capturando Maduro e sua esposa.
 

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Maduro e Cilia Flores estão em um navio militar americano no Caribe, de onde partirão para Nova York para serem julgados por narcoterrorismo e crimes relacionados a tráfico de drogas.
 

Horas depois, em declaração à imprensa, Trump declarou que vai governar a Venezuela até que ocorra uma transição. Segundo ele, o petróleo venezuelano "voltará a fluir" com petroleiras dos EUA à frente das operações e da infraestrutura do país.
 

O Conselho de Segurança da ONU é formado pelos cinco membros permamentes (EUA, Reino Unido, França, China e Rússia) e por dez assentos rotativos, com mandatos de dois anos. Além da Colômbia, a composição atual é formada por Bahrein, República Democrática do Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá e Somália.
 

O presidente Lula repudiou a ação dos EUA e disse que os ataques, com a detenção de Maduro, ultrapassam uma linha "inaceitável".
 

"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões", escreveu a conta de Lula no X.


Fonte: https://www.bahianoticias.com.br/folha/noticia/372540-brasil-quer-participar-de-reuniao-do-conselho-de-seguranca-da-onu-sobre-venezuela

Vice de Maduro, com quem Trump diz negociar, diz que Venezuela jamais será colônia

A vice-líder do governo venezuelano, Delcy Rodríguez, disse neste sábado (3) em primeiro pronunciamento após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos que a Venezuela jamais será colônia de qualquer país e pediu a soltura do ditador e da esposa, Cilia Flores.
 

O presidente americano, Donald Trump, disse que vai governar a Venezuela e que não permitirá que ninguém próximo a Maduro continue no poder. Ao mesmo tempo, afirmou negociar Rodríguez sobre os próximos passos, não descartando uma invasão aberta contra o país sul-americano.
 

Após os ataques, há muita incerteza sobre os rumos do regime, e um dos nomes que está nos holofotes é o de Delcy Rodríguez. Uma reportagem do jornal americano The New York Times disse que Rodríguez já foi empossada como sucessora de Maduro em uma cerimônia em Caracas neste sábado.
 

Rodríguez, entretanto, disse no pronunciamento que Maduro é "o único presidente" da Venezuela. Ela pediu ainda calma ao país em meio ao "sequestro" do ditador.
 

Em um áudio divulgado pela TV estatal venezuelana pela manhã, ela informou que o paradeiro de Maduro e de sua esposa é desconhecido. Também exigiu prova imediata de vida do líder venezuelano e da primeira-dama Cilia Flores.
 

Mais tarde, o governo americano divulgou a informação de que Maduro e Flores estavam a caminho de Nova York, onde o ditador será julgado por vários crimes, incluindo narcoterrorismo. Também divulgou uma foto na qual Maduro aparece de moletom, com olhos vendados, abafadores no ouvido e segurando uma garrafa d'água.
 

De acordo com o Clarín, quatro fontes informaram que Delcy Rodríguez estaria na Rússia após a captura de Maduro. No entanto, o país desmentiu a informação, segundo a agência de notícias russa Tass.
 

Delcy Rodríguez nasceu em Caracas, em 18 de maio de 1969. Uma das aliadas mais próximas de Maduro, foi ministra da Comunicação entre 2013 e 2014 e chanceler entre 2014 e 2017. Formada em direito, em 2017 foi presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela.
 

Em 2018, ao apontá-la como vice, o ditador venezuelano escreveu em uma rede social: "Nomeio como vice-presidente uma jovem mulher, corajosa, aguerrida, filha de mártir, revolucionária e aprovada em mil batalhas."
 

Desde 2013, junto com o irmão, Jorge Rodríguez, Delcy ganhou espaço e um lugar privilegiado na chamada "nomenklatura" —expressão soviética para designar a cúpula do poder— venezuelana. Os irmãos foram responsáveis pela maioria das medidas relacionadas à parte civil do regime, assim como pela construção de seu discurso ideológico.
 

Jorge, que também fez parte do gabinete de ministros de Maduro, é ex-vice de Hugo Chávez. Seu pai, Jorge Antonio, foi morto aos 34 anos, e virou um símbolo dos chavistas. Ele foi guerrilheiro marxista e um dos dirigentes do MIR (Movimento de Esquerda Revolucionária).
 

Delcy tinha 6 anos quando o pai morreu e costuma dizer que a Revolução Bolivariana é uma continuação da luta do pai. "Aqueles que te tiraram do caminho não sabiam que estavam abrindo milhões de caminhos de redenção para a nossa pátria", disse, num discurso.
 

Leal a Nicolás Maduro, a vice-líder sempre foi vocal nas críticas contra a oposição. Em dezembro de 2025, quando María Corina Machado foi laureada com o Nobel da Paz, em Oslo, Delcy comparou a cerimônia a um funeral, ao ironizar a ausência da opositora.
 

"Hoje, bem cedinho, vendo o que aconteceu na Noruega, eles foram a um velório, porque aquilo parecia um velório, era um velório, um fracasso, fracasso total, o show fracassou, a senhora não apareceu".
 

Além de vice e ministra das Finanças, desde agosto de 2024 Delcy também comanda o Ministério do Petróleo, encarregada de administrar as crescentes sanções dos EUA sobre a indústria mais importante do país.


Fonte: https://www.bahianoticias.com.br/folha/noticia/372529-vice-de-maduro-com-quem-trump-diz-negociar-diz-que-venezuela-jamais-sera-colonia


 

Hospital de Ribeira do Pombal recebe mais dois pacientes com suspeita de intoxicação por metanol

Mais dois pacientes deram entrada na emergência do Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, no Nordeste baiano, com suspeita de intoxicação por metanol. Os atendimentos ocorreram na noite de sexta-feira (2).

 

Segundo o Portal Alerta, parceiro do Bahia Notícias, um dos pacientes é oriundo do município de Cansanção, na região sisaleira, e foi transferido por meio da Central Estadual de Regulação. O outro paciente é natural de Ribeira do Amparo, cidade vizinha a Pombal, e procurou atendimento de forma espontânea.

 

Ainda nesta sexta foi confirmada a morte do empresário Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos. Ele foi uma das sete pessoas que passaram mal e precisaram ser internadas após ingerir bebida contaminada por metanol em Ribeira do Pombal. Ele tinha sido transferido para o Hospital Couto Maia, em Salvador.

 

Outras duas pessoas seguem internadas no mesmo hospital em estado grave. São os casos de Edicleia Andrade de Matos, que encontra-se intubada, e Daniele Barbosa do Carmo Matos.

 

Os outros pacientes receberam alta hospitalar ainda em Ribeira do Pombal. 


Fonte: https://www.bahianoticias.com.br/municipios/noticia/48861-hospital-de-ribeira-do-pombal-recebe-mais-dois-pacientes-com-suspeita-de-intoxicacao-por-metanol