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terça-feira, 14 de julho de 2015

Estado destina leitos para baianos com síndrome de Guillain-Barré

Um grupo de trabalho do Governo do Estado atua desde janeiro para o enfrentamento à epidemia das doenças Dengue, Chikungunya e Zika, todas transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. O Zika Vírus está relacionado ainda à Síndrome de Guillain-Barré, doença que provoca a paralisia inicialmente dos membros inferiores, pernas e pés, e que, e se não for tratada, pode evoluir e levar à morte. 

O Estado destinou 36 leitos para receber exclusivamente pacientes vítimas desta síndrome, que, até esta segunda-feira (13), contabiliza 76 casos suspeitos da Síndrome de Guillain-Barré. Do total, 42 foram confirmados. Segundo o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas, o Estado tem um projeto de combate e contingência para as epidemias. “A Zika veio associada ao aumento do número de registros da Síndrome de Guillan Barré. Estamos acompanhando de perto o aparecimento de novos casos e bloqueamos leitos em toda a rede hospitalar. 

Nosso projeto de enfrentamento foi submetido ao ministério há cerca de 60 dias, solicitando um aporte de R$ 15 milhões. Eu e o governador Rui Costa vamos a Brasília esta semana solicitar ao Ministério da Saúde uma participação neste enfrentamento que vem sendo todo feito exclusivamente com recursos do Estado da Bahia”. De acordo com a diretora do Hospital Couto Maia, Ceuci Nunes, menos de 1% das pessoas que tiveram Zika Vírus vão desenvolver a Síndrome de Guillian-Barré. “Os primeiros sintomas da síndrome são a fraqueza e a dormência começando pelos membros inferiores, e, nestes primeiros indícios, a pessoa deve procurar logo um serviço médico”. Segundo ela, os primeiros sintomas da Guillian-Barré aparecem de sete até 30 dias após a infecção do Zika Vírus.  

Ainda segundo Nunes, das três doenças, a considerada mais grave é a dengue, que, na sua fase aguda, pode levar à morte e se caracteriza pela prostração e febre alta. “Depois vem a chikungunya, que tem sintomas parecidos com a dengue, mas embora seja mais leve, pode deixar dores nas articulações por até dois anos. Agora temos o Zika Vírus, que apresenta como maior sintoma a lesão de pele e coceira. Temos visto que depois de identificada essa doença do Zika Vírus, foi registrado também um aumento nos registros da Síndrome de Guillan-Barré, e a literatura médica já mostrava essa possibilidade”. 

Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/noticia/175447-estado-destina-leitos-para-baianos-com-sindrome-de-guillain-barre.html