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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Números e curiosidades: o “Novembro Azul” e a saúde do homem.

Na última matéria da série “Mais consciência, mais saúde: uma vida muito mais azul!”, debateremos algumas estatísticas sobre o câncer e a saúde masculina em geral. 
Como você sabe, desde que o mês de novembro começou, a Interne Soluções em Saúde tem alertado e incentivado os homens buscarem uma vida mais saudável– sobretudo, com o intuito de promover a prevenção contra o câncer de próstata. Tudo isso porque a empresa busca fortalecer e conscientizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce desta doença.
Na última matéria da série “Mais consciência, mais saúde: uma vida muito mais azul!”, debateremos algumas estatísticas sobre o câncer e a saúde masculina em geral. 
A campanha “Novembro Azul” defende a importância dos exames de rotina para todos os homens com mais de 50 anos. E a partir de 45 anos, para homens negros ou que tenham casos da doença na família. Por ano, são diagnosticados 69 mil novos casos de câncer de próstata. A próstata é uma glândula exclusiva dos homens, que fica embaixo da bexiga. Produz o sêmen, liberado no ato sexual. 
O Instituto Nacional de Câncer e o Ministério da Saúde afirmam que, se você é um homem saudável sem sintomas da doença, como dificuldades para urinar, não precisa fazer os exames. Mas se achar necessário, procure antes com um médico para entender os riscos que eles representam.

Dicas e curiosidades: 
* Homens sem risco maior de desenvolver câncer de próstata devem começar a fazer os exames preventivos aos 50 anos; 
* Descendentes de negros ou homens com parentes de primeiro grau portadores de câncer de próstata antes dos 65 anos apresentam risco mais elevado de desenvolver a doença; portanto, devem começar a fazer os exames aos 45 anos; 
* Pessoas com familiares portadores de câncer de próstata diagnosticado antes dos 65 anos apresentam risco muito alto de desenvolver a doença; por isso, devem começar o acompanhamento médico e laboratorial aos 40 anos;
* Homens com níveis de PSA abaixo de 2,5 ng/mL devem repetir o exame a cada 2 anos; já aqueles com PSA acima desse valor devem fazer o exame anualmente; 
* Resultados de PSA e toque retal alterados são relativamente comuns, mas podem gerar muita angústia, apesar de não serem suficientes para estabelecer o diagnóstico de câncer de próstata; para confirmá-lo é indispensável dar prosseguimento a uma avaliação médica detalhada e criteriosa; 
* Optar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente são recomendações importantes para prevenir a doença.

Sobre o câncer:

Brasil deve ter quase 1,2 milhão de novos casos de câncer em dois anos, diz Inca
Envelhecimento da população é um dos fatores que contribuem para o aumento da incidência do câncer no Brasil (Foto: Free Images)

Quase 600 mil brasileiros desenvolverão novos casos de câncer em 2016, estima o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Para o ano seguinte, a previsão é que esse número se repita, chegando a quase 1,2 milhão de casos em dois anos. Essa estimativa foi divulgada hoje (27), como parte da campanha do Dia Nacional de Combate ao Câncer. De acordo com o instituto, 300.870 mulheres e 295.200 homens devem apresentar a doença por ano.
O câncer de pele não melanoma deve ser o de maior incidência no País para ambos os sexos, com 175.760 casos previstos por ano, número que corresponde a 29% dos casos estimados. 
O segundo câncer mais incidente em mulheres deve ser o de mama, com 57.960 casos em cada ano. Em homens, o de próstata deve vir em seguida, com 61.200 casos. 
As mulheres terão ainda entre os tipos mais incidentes o de cólon e reto, com 17.620, o de colo do útero, com 16.340, e pulmão, com 10.860. 
Para os homens, o câncer de pulmão será o terceiro mais incidente, com 17.330, seguido do de cólon e reto, com 16.660, e do de estômago, com 12.920 novos casos estimados para cada ano.
O envelhecimento da população é um dos fatores que contribuem para a incidência da doença no País, assim como a qualidade das informações e da assistência prestada, mas o instituto destaca que o excesso de gordura corporal está relacionado a casos como o de cólon e reto, mama, ovário e próstata. O tabagismo é outro fator relacionado a casos de câncer, como pulmão, laringe e esôfago. 
Para o vice-diretor-geral do Inca, Luiz Felipe Ribeiro, a prevenção do câncer deve ser um tema que mobilize não apenas o governo, mas também toda a sociedade: “Esse desafio é da população brasileira como um todo. Cabe a cada cidadão fazer o seu papel para que a gente possa reverter esses quadros”. 
Segundo o Inca, não é possível comparar as estimativas para 2016 e 2017 com os anos anteriores por mudanças na metodologia e na base de dados. As informações são usadas para o planejamento de políticas públicas de saúde. O instituto chama a atenção para o fato de que 60% dos casos de câncer no Brasil são diagnosticado em estágio avançado. 
Atualmente, o câncer é a segunda maior causa de morte no Brasil, com 190 mil casos por ano, mas o Inca prevê que, em 2020, a doença ocupe a primeira posição.


Um em cada 36 homens morrerá em decorrência do câncer de próstata, sexto tipo de câncer mais comum e segunda maior causa de morte entre homens. A proporção, em Pernambuco, significa que 125 mil pessoas serão vítimas da doença, quando considerada a população masculina atual do estado. O diagnóstico precoce pode significar 95% de chance de cura, porém mais de nove em cada 10 casos são diagnosticados em estágio avançado. Pelo menos duas frentes de pesquisa, em curso em Pernambuco, trabalham para reverter essa situação.
Dentro do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), especialistas estão desenvolvendo há cerca de três anos um biossensor capaz de identificar biomarcadores de câncer de próstata com sensibilidade acima dos exames realizados atualmente. A expectativa é de que o equipamento, no futuro, possa funcionar como um medidor de glicose. Neste ano, foram realizados os primeiros testes com amostras de pacientes coletadas no Hospital das Clínicas (HC). 
Foram analisadas 32 coletas de sangue e biópsias, com a missão de verificar se o biossensor seria capaz de identificar a presença do biomarcador PCA3. Em laboratório, os testes iniciais revelaram que o dispositivo consegue identificar a existência do câncer de próstata.
O biossensor capta a presença do PCA3 através de uma reação química entre o sangue do paciente e moléculas “presas” em uma espécie de fita.
O próximo passo - em desenvolvimento - é a modificação no design do equipamento, para diminuir o tamanho e conferir ainda mais sensibilidade. Em 2016, serão feitos testes com pacientes do HC.